< voltar para o Blog

Recursos Humanos: como uma parceria consultiva em gestão trabalhista pode transformar o desempenho de uma empresa

O que o Recursos Humanos faz por uma empresa? Essa pergunta era respondida, até alguns anos atrás, de um jeito totalmente diferente do que é hoje. Em um passado recente, era ele quem ficava responsável pela gestão do capital humano, além de ter um papel técnico e analítico sobre desempenhos e meios para otimizá-los.

Hoje em dia, apesar de ainda manter esses papéis, o RH adquiriu um lugar estratégico para os negócios: é por ele que passa a busca de talentos, a transparência nas cadeias, a implementação da governança e as práticas de mercado que, ao final, determinam o sucesso de uma organização.

É nessa posição estratégica também que está o compliance, cada vez mais fundamental para empresas que querem crescer de forma sustentável e que solidificam seus planejamentos no curto, médio e no longo prazo. E, dentro desse guarda-chuva estão muitas responsabilidades, como a atuação dentro da legislação trabalhista, a gestão tributária, mas também algumas mais técnicas, como gerir questões legais cotidianas.

Em meio a tudo isso, o RH tem passado nestes últimos anos por questionamentos a si mesmo: ainda mantém suas tarefas operacionais, como processar a folha de pagamento, ou avança em parcerias consultivas com um especialista em legislação e processamento da folha de pagamento e se dedica, de fato, ao Core Business da empresa?

A relevância da gestão trabalhista especializada no RH

Esse dilema tem sido tratado, na prática, por meio de parcerias consultivas. Isso significa dizer que trata-se, sobretudo, de um questionamento já resolvido, em que os RHs escolheram ser estratégicos, tomarem as rédeas da sua nova posição, entregando suas rotinas burocráticas do passado para parceiros especializados em gestão trabalhista e previdenciária – como é o caso da Funcional.

Isso tem sido feito para além do rol das mudanças que o segmento tem passado nestes últimos tempos. O mercado entendeu que esse tipo de parceria contribui diretamente para o crescimento dos negócios – na medida em que, além de cuidar dos fluxos de contratação, terceirizar algumas dessas tarefas permite ainda identificar problemas e encontrar soluções para eles.

Em outras palavras, uma parceria consultiva na gestão trabalhista e previdenciária assume também a função de diagnosticar entraves, gargalos ou outros impactos negativos que interferem nas responsabilidades corriqueiras dos Recursos Humanos – e é nisso que ela se diferencia de processos comuns de terceirização. Ao invés de entregar tarefas a outro ator dentro do jogo empresarial, ele pega para si o papel de pensar no processo como um todo, sendo um agente propositivo, antes de tudo.

Como a gestão trabalhista consultiva auxilia o RH

Um exemplo recente dessa chave está sobre o foco que o mundo dos negócios tem dado às leis trabalhistas: com o objetivo de reduzir riscos de ações judiciais ou outras sanções administrativas, e de seguir em compliance, muitas empresas têm recorrido a parceiros consultivos para ter apoio na gestão do capital humano, seja através da terceirização da folha de pagamento, auditoria ou diagnóstico trabalhista e previdenciário.

Essas soluções visam acompanhar e revisar as práticas trabalhistas e previdenciárias, gerando redução de riscos de passivos e evidenciando o nível de compliance das informações enviadas ao eSocial.

A terceirização da folha de pagamento e de demais obrigações legais ligadas à área de gestão de pessoas é, cada vez mais, uma tendência empresarial. Os negócios deixam de se preocupar com folha de pagamento, cálculos trabalhistas, leis e prazos e passam a se dedicar no engajamento, treinamento e motivação das pessoas para que elas atinjam as metas corporativas.

Além disso, quando a terceirização é realizada com consultores especializados na área trabalhista, as empresas possuem uma clareza maior sobre caminhos, entendimento de cenários e alternativas para planos de ação. Por exemplo, a solução trabalhista da Funcional identifica oportunidades de melhorias em processos internos, gestão de benefícios e até mesmo oportunidades tributárias. Clique aqui para saber mais sobre as soluções trabalhistas da Funcional.

Gestão Trabalhista Consultiva como prevenção de reclamatórias trabalhistas

Por vezes, empresas despendem tempo, dinheiro e trabalho para defesas em ações trabalhistas que poderiam ser evitadas com um programa de compliance. O volume de atividades burocráticas que envolve a gestão de pessoas, bem como a complexidade e mudanças da legislação, fazem a rotina do RH intensa.

Não é incomum vermos empresas lidando com multas ou processos trabalhistas devido a alguma inconformidade que poderia ser resolvida com um leque maior de informações na plataforma eSocial – criada pelo governo justamente para unificar dados da gestão do capital humano por parte do RH.

Por lei, devem estar ali os vínculos, as contribuições previdenciárias, os números da folha de pagamento, as comunicações de acidentes de trabalho, os avisos prévios, as escriturações fiscais e relatórios sobre o FGTS, entre várias outras obrigações.

Mas ainda é significativa a quantidade de empresas que não estão em compliance com essa regra básica e, por isso, ficam vulneráveis a multas ou passivos, que podem gerar reclamatórias trabalhistas. Só o caso de uma contratação não comunicada até um dia antes do primeiro dia de trabalho, por exemplo, pode se tornar uma penalização de mais de R$ 800. 

Na esteira da demanda do mercado por governança, que também se deve à chegada do ESG, há ainda o aspecto da equiparação salarial. Quando duas pessoas exercem a mesma função e têm taxas de produtividade parecidas, é fundamental que elas tenham remunerações semelhantes – ainda mais se tiverem tempos de casa próximos. E isso por dois motivos: um legal e um próprio do cenário empresarial.

No primeiro caso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que, quando a função exercida por duas pessoas é idêntica, em um mesmo local e para o mesmo empregador, não pode haver nenhuma distinção de sexo, nacionalidade ou idade nos critérios de remuneração. Se isso não acontecer, há uma série de sanções previstas em lei – e, por incrível que pareça, muitos negócios não estão em compliance com ela.

Mas essa é, cada vez mais, uma demanda do próprio mercado, que tem exigido que as empresas mudem sua postura em relações às diferenças salariais e sejam transparentes nas diversas áreas do negócio.

Sob nosso ponto de vista, uma estratégia eficiente para evitar questões de equiparação salarial é justamente criar um plano de cargos e salários que detalhe os critérios e aponte todos os cálculos que definem a remuneração de cada colaborador. É também um bom exemplo de como uma parceria consultiva pode ir além da simples terceirização das tarefas, mas da mudança de paradigmas maiores – e que são determinantes para o futuro das empresas.

Uma parceria consultiva para gestão trabalhista atua preventivamente para eliminar ou reduzir a ocorrência de reclamatórias trabalhistas, passivos e possíveis condenações, pois é focada no sentido de garantir o cumprimento de prazos, legislação e convenções, oferecendo segurança na entrega de obrigações trabalhistas do dia a dia.

Quer conhecer mais sobre a solução trabalhista da Funcional Consultoria?

Clique aqui para entrar em contato e saber como ajudamos a transformar e potencializar empresas através da gestão trabalhista.

Escrito por Diandra Dálati De Morais, Assistente de Departamento Pessoal da Funcional.

[ARTIGO] Empresas socialmente responsáveis mudam o mundo – e fazem dinheiro com isso

[ARTIGO] ESG: três insights do conceito para impactar seus negócios