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Queda do PIB do agro em 2021 demonstra relevância de planejamento

Depois de crescer 2% em 2020, no momento mais crítico da pandemia de covid-19 no Brasil, o agronegócio não conseguiu repetir o mesmo desempenho no ano seguinte – justamente quando se previa uma retomada do país puxada pelo setor. O resultado dentro da composição do PIB foi de queda ligeira de 0,2%. Vale lembrar que, há dois anos, o agro tinha sido o único resultado positivo da produção nacional e, em 2021, também foi, sozinho, a variável negativa. 

O PIB Agro, métrica específica para o setor e que é calculado com base nos preços, cresceu 8,3%, resultado bastante comemorado depois de uma queda de 2% no último trimestre do ano.  

O resultado ruim já foi explicado nos últimos meses: uma conjunção de crises climáticas, com geadas que atingiram em cheio as lavouras de milho paranaenses e os cafezais mineiros, por exemplo, com uma crise econômica ainda significativa, marcada por inflação alta, crescimento baixo e poucas perspectivas para a recuperação. São questões muito relevantes para impactar o resultado do agronegócio no ano.  

No entanto, há alguns meios para lidar com eles – e todos passam por um bom planejamento estratégico.

Planejamento estratégico no agronegócio 

Fazer um planejamento é, antes de tudo, alçar uma ferramenta para pensar todos os níveis e setores do negócio. Ele não pretende adivinhar o futuro, como no caso das geadas, por exemplo, mas tem o objetivo de deixar a empresa preparada para surpresas e incertezas que possam surgir.  

Para isso, o plano se baseia em traçar objetivos, definir táticas e meios de execução e deixar em foco quais são os recursos necessários para alcançá-los. Há vários métodos para se construir um planejamento estratégico e, dependendo da escolha, os resultados podem mudar, assim como a visão que eles fornecerão. 

Consideremos, por exemplo, o método chamado de Matriz SWOT, que analisa quatro pontos chave de um negócio: aspectos internos e externos e pontos fortes e fracos de um negócio dentro desses aspectos. No caso do agro, as ameaças externas do último ano passariam por fatores como instabilidade do câmbio instável e inflação – em aspectos mais econômicos – até desastres naturais, como foi o caso das geadas e da seca que praticamente aconteceram uma atrás da outra em 2021. Já as oportunidades rodeariam fatores como incentivos públicos, abertura de novos mercados, adoção de tecnologias e conceitos, como o ESG, e custos de logística.  

Então, no caso do ambiente interno, os pontos fortes poderiam passar por fatores como tempo de funcionamento do negócio, número de clientes, credibilidade e posição no mercado, e os fracos seriam, em suposição, a falta de uma organização interna – no caso de empresas familiares –, os custos altos da produção, a dificuldade em inovar e o fluxo de caixa.  

Esses critérios mostram como, usando apenas uma única metodologia de planejamento estratégico, é possível antecipar cenários, criar planos de ação para eles, elaborar alternativas para o negócio e passar por momentos turbulentos mantendo as linhas estabelecidas. Em outras palavras, é um processo essencial para alcançar os resultados, mas também para entender os possíveis impeditivos para alcança-los. 

Os limites do planejamento 

É fundamental entender que o planejamento estratégico não é a resolução de todos os problemas do negócio. Ele deve ser entendido, antes, como um guia, uma técnica que permite compreender melhor as possibilidades e os limites existentes, fazendo com que os seus administradores tomem decisões mais bem fundamentadas. De posse dessas informações, é muito mais fácil tocar a organização - seja em bons ou maus momentos. 

Em outras palavras, o planejamento estratégico busca identificar as áreas que demandam maior atenção, estabelecer um fluxo de informações mais eficiente e fornecer mais flexibilidade em meio a uma situação adversa.  

O objetivo de seguir essa etapa – ao menos uma vez por ano – é facilitar a tomada de decisões e o uso dos recursos, assim como mapear o que pode ser introduzido de novo. É o caso do ESG, por exemplo, que é cada vez mais mandatório para as empresas, principalmente do agronegócio. 

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Se quiser saber mais sobre planejamento estratégico, leia outros textos sobre o assunto no nosso blog: 

[ARTIGO] Como o ESG já mudou o mundo neste ano – e como vai seguir mudando em 2022 

[ARTIGO] Conheça a ferramenta de planejamento estratégico para aumentar vendas e atrair clientes 

[ARTIGO] Planejamento estratégico como ferramenta para resultados 

[ARTIGO] Cinco ferramentas para construir o planejamento estratégico da sua empresa 

[ARTIGO] 5 etapas para realizar uma auditoria interna na sua empresa 

[ARTIGO] Auditando uma empresa: receita de confiança e redução de riscos